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10 de fevereiro de 2012

Santidade com alegria !


Conto agora algumas histórias que mostram o quanto é gostoso apreciar a vida com humor.
Winston Churchill assistiu à inauguração de sua própria estátua. “Que impressão você teve?”, perguntou um amigo. “Só posso dizer uma coisa – respondeu ele –, a partir de agora, vou olhar os pombos de um outro ângulo”.


O Papa Leão XIII festejava seu 90º aniversário. Passava pela multidão todo paramentado. As senhoras piedosas de Roma gritaram: “Possa o senhor viver cem anos, Santo Padre”. O Papa, que já tinha 90, responde de improviso: “Minhas filhas, por que limitar as bondades da Providência divina?”
Uma irmã consagrada no Movimento dos Focolares subiu ao palco para dar seu testemunho. Na tentativa de puxar o microfone para mais perto de si, encontrou-se com o pedestal quebrado nas mãos; então, com bastante senso de humor, olhou para o público e disse: “Inaugurei bem!” Todos começaram a rir, inclusive ela; consertou-se o pedestal e iniciou sua fala.


Outra irmã, consagrada na Comunidade de Vida Shalom, foi convidada para pregar num certo bairro de Fortaleza e combinou com as pessoas a hora de irem apanhá-la. Quando chegaram, informaram-na que iriam de ônibus. Foram até a parada e, ao chegar o ônibus, quase não conseguiram entrar. Praticamente pendurada na porta, nossa consagrada perguntou mentalmente: “O que é isso, Senhor?” E ouviu a resposta no coração: “Ônibus lotado, minha filha!”


O humor na vida dos santos ! 

Como foi dito antes, é muito comum encontrar na vida dos santos episódios engraçados, que revelam sua forma pitoresca e bem humorada de ver o mundo. Aqui, elencamos alguns.


São Tomás de Aquino

Um dia, um irmão chamou Tomás de Aquino: “Venha rápido à janela, irmão Tomás, um elefante voa! Tomás correu à janela e todos riram de sua ingenuidade. São Tomás respondeu: “Prefiro acreditar que um elefante seja capaz de voar do que imaginar que um religioso possa mentir”.


Thomas More

Thomas More, condenado a morrer decapitado por não aceitar o cisma da Igreja Anglicana, não perdeu o bom humor nem mesmo no dia de sua morte. Apoiado no braço do tenente da torre, pedia sua ajuda para subir no cadafalso, e acrescentou: “Para descer, eu me virarei sozinho”. Depois de lida a sentença: condenado por permanecer fiel à Igreja Católica, dirigiu-se ao carrasco e disse: “Tenha coragem! Cumpra seu ofício; mas meu pescoço é muito curto, cuidado para não manchar sua honra!” Finalmente, ao colocar o pescoço na guilhotina, afastou a barba que crescera na prisão e disse: “Não corte minha barba. Pelo menos ela não traiu o rei”.


Santo Agostinho

Falando sobre a ressurreição de Lázaro, que intrigou o povo a ponto de tramar seu assassinato, Santo Agostinho diz: “Oh cogitação infeliz e furor cego! Se Jesus pôde ressuscitar um morto, por que não poderia ressuscitar um assassinado?”
No livro “Cidade de Deus” tece uma crítica à multiplicidade dos deuses pagãos: “Dá-se somente um porteiro a uma casa; não é mais do que um homem, e basta. Mas é preciso três deuses: Fórculus para a porta, Cárdea para os gonzos e Limentinus para a soleira. Fórculus, sozinho, não poderia cuidar ao mesmo tempo da porta, dos gonzos e da soleira?”


São Filipe Neri 

O padroeiro dos humoristas, São Filipe Neri, tinha bastante senso de humor. Para citar apenas um dado, quando ele adorava o Santíssimo Sacramento, freqüentemente, entrava em êxtase. Ao celebrar a missa de maneira privada, o sacristão fechava a porta, ia cuidar de suas ocupações e voltava ao final da manhã; dava-lhe uma pequena sacudida e ele terminava a celebração. Entretanto, quando a missa era celebrada com a presença da comunidade, era necessário que o sacristão colocasse perto do missal um livro com histórias cômicas que aconteceram a um sacerdote napolitano chamado Arlotto. Ao sentir que o êxtase se aproximava, Filipe Neri lia algumas pequenas histórias, ria, saía do estado místico e terminava a celebração. As pessoas nem se davam conta, pois na missa, antes do Concílio Vaticano II, o sacerdote ficava de costas para a assembléia.

Santa Teresa de Ávila


Santa Teresa escreveu: “Tenho mais medo de uma religiosa descontente do que de uma tropa de demônios!”
Certo dia em que ofereceram deliciosos quitutes a Santa Teresa de Ávila e a São João da Cruz, ele disse: “Se se pensasse na justiça de Deus, não se comeria jamais”, mas ela respondeu: “E se se pensasse em sua bondade, se comeria sempre”.

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